Bursite no ombro pode ser sintoma de lesões mais graves

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Diagnóstico é realizado através do histórico do paciente, teste físico e exames complementares

De acordo com estudos recentes, cerca de 25% dos tenistas com menos de 20 anos sofrem de dores no ombro. Queixa muito comum entre os adeptos de atividades esportivas, a bursite no ombro é uma condição cuja nomenclatura se refere à bursa subacromial, uma estrutura que se localiza entre o tendão e o osso do membro.

 

“Atividades com movimentos acima do ombro, como tênis, natação e os esportes de arremesso, podem favorecer o surgimento da bursite, que é um processo inflamatório da bursa – uma espécie de bolsa presente em várias regiões do corpo. Em alguns locais, principalmente no ombro, elas podem inflamar e formar a bursite”, esclarece o Dr. Alexandre Bitar, ortopedista especialista em ombro do Instituto Vita.

 

Segundo ele, geralmente, a inflamação é gerada por uma sobrecarga no membro, por conta de um excesso de atividade ou alteração na postura – já que ela fica mais à frente, possibilitando que o tendão fique “batendo” no osso da articulação e a bursa (proteção do tendão) inflame. Além disso, traumas, geralmente em movimentos acima da altura do ombro, favorecem o surgimento da condição. Alguns pacientes podem, ainda, possuir a inflamação como um fator secundário ligado a doenças reumatológicas.

 

“É importante salientar que fazer um diagnóstico da bursite envolve, prioritariamente, avaliar os tendões em si e as estruturas do ombro. O tenista, por exemplo, além de ter a inflamação, pode apresentar também alterações no tendão resultantes de uma lesão. Portanto, a bursite, na verdade, pode ser um ‘sintoma’ de uma possível lesão que deve ser identificada rapidamente”, explica.

 

Para diagnosticar corretamente, o especialista analisa o histórico do paciente e realiza exames físicos para detectar em que lugar do ombro o paciente sente dor (a bursite, muitas vezes, consegue ser analisada precisamente). A ressonância também auxilia no diagnóstico, pois ela consegue detectar exatamente esse tipo de lesão. Além disso, levando em consideração que o paciente possa apresentar uma predisposição para o surgimento da inflamação, por conta da sua própria estrutura óssea, o médico solicitará uma radiografia.

 

“A bursite em si, normalmente, é tratada com fisioterapia. Os procedimentos cirúrgicos só são indicados quando há lesões por trás da condição inflamatória. Quando isso ocorre, a técnica utilizada é a artroscopia de ombro, um método minimamente invasivo, com microcâmeras e instrumentos inseridos na articulação que permitem visualizar não só o tendão lesionado, como também analisar as estruturas do local para recolocação adequada do tendão, em caso de rompimento, e para evitar novas lesões na região”, afirma.

 

Quando o tratamento é convencional, sem intervenção cirúrgica, a reabilitação física é essencial e é realizada em três fases. “A primeira fase da reabilitação tem como objetivo minimizar o processo inflamatório da bursite e diminuir a dor do paciente, por isso são utilizadas técnicas como laser, ultrassom, crioterapia, eletroterapia e terapias manuais, além de técnicas de mobilização e manipulação para ganho de amplitude do ombro. Já na segunda fase, os movimentos da escápula (um dos ossos do ombro) são o enfoque do tratamento, pois eles são a base do funcionamento do ombro. Em seguida visamos o fortalecimento de músculos estabilizadores da articulação, não deixando de reabilitar também outros músculos do membro. Por último, na terceira fase da reabilitação, nós preparamos o paciente para retornar às atividades esportivas e/ou à rotina diária”, finaliza Andreia Miana, fisioterapeuta do Instituto.

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