Lesão da Musculatura Posterior da Coxa

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A lesão dos músculos posteriores da coxa, também conhecidos como isquiotibiais, é comum nos membros inferiores. As lesões ocorrem principalmente no futebol (representam até 37% das lesões musculares do futebol profissional – Ekstrand et al 2011), futebol americano, rugby, corridas e danças (ballet).

 

Existem dois principais mecanismos de lesão:

–  Contração excêntrica durante a corrida;

– Estiramento muscular, decorrente de uma flexão do quadril e extensão do joelho simultaneamente (chute, movimentos da dança).

 

Pode ocorrer uma pequena lesão (grau I), ruptura muscular parcial (grau II) ou ruptura muscular total (grau III).

 

O diagnóstico se faz com uma adequada avaliação pelo especialista, buscando dor, impotência funcional, hematoma, e perda da continuidade muscular, adicionando-se exames de ultrassonografia e ressonância nuclear magnética.

 

O tratamento é geralmente conservador com fisioterapia, envolvendo analgesia e fortalecimento muscular, sendo importante o fortalecimento excêntrico. Segundo os estudos mais recentes (ambos de 2016), o retorno ao esporte se faz quando a pessoa está sem dor, com força e flexibilidade similar à musculatura da coxa contralateral (pelo menos 90% similar), e após um adequado treinamento funcional, repetindo os movimentos esportivos sem nenhum desconforto. Isto é fundamental para evitar a re-lesão muscular, que acontece comumente após o retorno precoce e inadequado ao esporte.

 

A prevenção da lesão deve ser realizada através de um adequado programa envolvendo fortalecimento, ganho de resistência e flexibilidade da musculatura. Assim, corrigem-se os desequilíbrios musculares, as contraturas, e se evitam as fadigas. Além deste programa, deve ser sempre realizado um apropriado aquecimento e alongamento antes da atividade esportiva.

 

 

 

 

Referências:

 

  1. Ekstrand J et al. Epidemiology of muscle injuries in professional football (soccer). Am J Sports Med, 2011, 39 (6), 1226-32;
  2. Fournier-Farley C et al. Determinants of return to play after the nonoperative management of hamstring injuries in athletes. A Systematic Review. Am J Sports Med, 2016, 44 (8), 2166-72;
  3. van der Horst N et al. Return to play after hamstring injuries: A qualitative systematic review of definitions and criteria. Sports Med2016, 46 (6), 899-912.
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