Lesão na coluna sofrida pelo tenista Roger Federer atinge 14% dos praticantes de tênis

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Nessa segunda-feira (14), o tenista Roger Federer, número três no ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), anunciou que não disputará o torneio Masters 1000 de Cincinatti, nos Estados Unidos, por conta de uma lesão nas costas.

Os movimentos executados por Federer na final da Copa Rogers, em Montreal, já denunciavam uma estranha limitação na região lombar da coluna do atleta. O tenista deu a impressão de evitar algumas posturas no saque, mostrando-se menos ágil e flexível. Federer já sofreu com esse tipo de lesão anteriormente, durante a temporada de 2013, na qual seu percentual de vitórias caiu para 73% (muito inferior a média de 80% estabelecida pelo tenista).

“Apesar de rara para um atleta do nível de Federer, esse tipo de lesão é comum entre tenistas amadores e profissionais. Segundo um estudo norte-americano, de 2016, publicado na revista Orthopedic Journal of Sports Medicine, as lesões na coluna (particularmente na lombar) ocorrem em aproximadamente 14% dos praticantes de tênis e só ‘perde’ para lesões mais recorrentes, como as no punho e tornozelo (17%) e as lesões no joelho (29%)”, comenta o Dr. Carlos Tucci, ortopedista do Instituto Vita.

Além disso, de acordo com o especialista, as dores nas costas em atletas dessa modalidade podem estar relacionadas a vários fatores, dentre eles, posturas inadequadas, sobrecarga ocasionada por treinos e artrite (inflamação das pequenas articulações da coluna).  “Apesar de não ser possível identificar, mesmo em exames como a ressonância magnética, a origem precisa da dor em 95% dos atletas, sabe-se que os músculos são em grande parte os responsáveis pelos sintomas dolorosos, em geral por conta da sobrecarga (sequência de jogos, treinos exaustivos e repetitivos), além da preocupante falta de preparo adequado da musculatura que estabiliza a coluna lombar”, esclarece o ortopedista.

Desse modo, uma rotina de exercícios (treino de base) que tenha como finalidade, principalmente, proteger as articulações, é de suma importância. Isso porque a modalidade exige que a coluna atue em posturas de extrema sobrecarga física. No entanto, infelizmente, muitos tenistas amadores se esquecem de tomar esse tipo de precaução.

Tucci explica que a ausência de exercícios que estabilizem as articulações torna a coluna lombar (assim como os joelhos, os ombros e os cotovelos) vulnerável aos esforços requeridos pelo esporte, que, muitas vezes, pode exigir excessivamente dos músculos. “A forma ideal de diminuir o risco de lesão na coluna é manter uma rotina de exercícios específicos de estabilização articular, também conhecidos como fortalecimento da musculatura ‘core’, além de realizar um acompanhamento especializado para a melhora e a segurança na execução das técnicas do tênis. A frequência com que o tenista joga deve ser também acompanhada por treinos constantes de fortalecimento. Além disso, ao detectar crises de dor, a prática deve ser interrompida imediatamente e o atleta deve procurar atendimento médico o quanto antes, visando não só um diagnóstico correto, como também uma orientação adequada para o retorno seguro à atividade esportiva”, conclui.

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