Oncologia Ortopédica

Segundo a última classificação da Organização Mundial da Saúde (2002), existem pelo menos 90 tipos de neoplasias (os conhecidos tumores) de partes moles (vasos sanguíneos, vasos linfáticos, músculos, tecido gorduroso, aponeuroses, tendões, nervos e os tecidos sinoviais – revestimento das articulações) e mais de 50 neoplasias ósseas. Pelo menos a metade delas é constituída de tumores benignos.

O comportamento dos tumores ósseos e de partes moles é bastante variado e vai desde lesões latentes, que não necessitam de tratamento, até lesões altamente agressivas que necessitam de abordagem terapêutica radical. A tomada de decisão, na suspeita de um tumor ósseo, é realizada em função da idade do indivíduo, da queixa referida, dos sintomas e do aspecto da radiografia. Geralmente, são necessários outros exames para complementar o diagnóstico e auxiliar a decisão terapêutica, que poderá ser realizada através da observação ou tratamento do paciente.

Nos casos de neoplasias malignas, os exames complementares também definem em qual estágio a doença se encontra (estadiamento). Ao final da investigação, uma biópsia pode ser necessária. A maior parte dos pacientes que possui suspeita de um tumor não necessita de biópsia. Esse procedimento só é efetuado quando seu resultado for fundamental para definir a conduta médica. As biópsias são ambulatoriais e sua realização deve estar a cargo de profissionais com experiência nesse tipo de procedimento.

Só após um diagnóstico completo é que o tipo de tratamento mais adequado pode ser indicado. A terapia poderá variar da observação até o tratamento cirúrgico, associado ou não à radioterapia ou quimioterapia. Para um mesmo tumor há várias opções de tratamento e todas elas devem ser discutidas entre o médico e o paciente com base na idade do indivíduo, tipo e agressividade do tumor, região envolvida e demanda funcional do paciente. Quanto menos agressivo o tumor, maior é o número de opções de tratamento.

Conclui-se, então, que a possibilidade de cura está relacionada à agressividade do tumor e à escolha do tratamento apropriado, desde o início do diagnóstico. Por isso, a abordagem dos tumores do aparelho locomotor deve ser realizada sempre por profissionais familiarizados com o diagnóstico e tratamento dessas lesões.

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