A medicina esportiva do Vita a serviço do judô em Baku

 In Notícias

“A medicina esportiva está para a medicina em geral, assim como a Fórmula1 está para a indústria automobilística”, afirma, diretamente de Baku, capital do Azerbaijão, o médico do Instituto Vida e da Seleção Brasileira de Judô, Mateus Saito. Em Baku, Saito está cuidando dos atletas que disputam o segundo torneio mais importante do calendário do judô: o Campeonato Mundial.

A competição, que começou no dia 20 de setembro e se encerra no dia 26, conta com 755 atletas de 124 países de seis continentes. “O Brasil veio com a seleção completa: 18 atletas mais toda a comissão. É uma experiência única ser médico da seleção num evento como este.”


“A medicina esportiva está para a medicina em geral, assim como a Fórmula1 está para a indústria automobilística”, Dr. Mateus Saito, médico do Instituto Vita e da Seleção Brasileira de Judô.

Alto rendimento médico

Saito explica que, se na Fórmula1 os carros são levados ao limite e, ainda assim, devem preservar suas melhores condições, os atletas de alto rendimento também vão ao limite de seus corpos e precisam de cuidados que garantam sua integridade. “Nós, médicos, temos de colaborar para que os atletas estejam saudáveis para suportar as exigências. Se houver algum problema, devemos, a exemplo dos mecânicos da Fórmula1 em relação aos carros, recuperar os atletas por inteiro e prontamente se possível.”

O médico da seleção diz, ainda, que essa experiência é riquíssima para a prática da medicina no dia a dia em pacientes não atletas. “O conhecimento que adquirimos e as técnicas que desenvolvemos, ao cuidar dos atletas, servem também, e muito, aos nossos pacientes.” Vale observar que o aprimoramento médico obtido por meio da atuação na medicina esportiva é um princípio do Instituto Vita. Os médicos que o fundaram eram atletas e o instituto sempre esteve nesta trilha.


“O conhecimento que adquirimos e as técnicas que desenvolvemos [por meio da medicina esportiva], ao cuidar dos atletas, servem também, e muito, aos nossos pacientes”, diz Dr. Mateus Saito.

Prontos para o desafio

Segundo Saito, até o momento, felizmente, os atletas brasileiros não tiveram nenhum problema sério em Baku. “Estão muito bem preparados. Minha presença, aqui, é o desfecho de um longo trabalho que acontece por todo o ano. Faço parte de uma equipe médica. Dr. Guilherme Garofo, também do Vita, e Dr. Rodrigo Furtado fizeram um excelente trabalho na preparação dos atletas para este evento. Não apenas eles, mas toda a equipe, dos fisioterapeutas à nutricionista.”

Dr. Mateus Saito, à direita, com a técnica da seleção brasileira masculina de judô, Yuko Fujii, e o técnico da seleção feminina, Mario Tsutsui.
Dr. Mateus Saito, à direita, com a técnica da seleção brasileira masculina de judô, Yuko Fujii, e o técnico da seleção feminina, Mario Tsutsui.

Saito explica que, três semanas antes da chegada a Baku, houve um forte trabalho de campo, que começou em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, passou pela França, em caráter de aclimatação, e desembarcou em Baku. “Eu os recebi aqui e meu papel é acompanhá-los e agir caso haja alguma intercorrência.” Além de Saito, a equipe médica brasileira, em Baku, é composta por dois fisioterapeutas e uma nutricionista.

Participação brasileira

Até o penúltimo dia de competição, o grande destaque da seleção brasileira era a atleta Érika Miranda, da categoria até 52 quilos, que, na disputa de terceiro, venceu a também brasileira Jéssica Pereira. “Érika é um exemplo de regularidade. Estamos falando de um dos maiores torneios da modalidade, altamente concorrido, no qual ela já conquistou cinco medalhas ao longo da carreira.”

Além de exemplo de regularidade, Érika prova que o trabalho médico realizado na seleção, há muitos anos, é digno do alto rendimento dos atletas.

Recommended Posts

Leave a Comment

ALGUMA DÚVIDA?

Vamos adorar ouvi-lo e responder quaisquer dúvida.

Not readable? Change text.