AS MÃOS TAMBÉM SÃO SUSCETÍVEIS A LESÕES NO FUTEBOL. SAIBA MAIS

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No futebol, a posição dentro de campo que mais expõe as mãos é a do goleiro.  Os dedos estão constantemente vulneráveis ao impacto da bola e ao contato com os outros jogadores. O punho é uma articulação mais robusta, contudo, também está suscetível a lesões. Quando o goleiro cai de forma errada, por exemplo, caindo de costas após um choque ou um drible, ele pode apoiar o punho e sofrer alguns tipos de lesão, como a lesão da fibrocartilagem triangular.

Esta estrutura é composta por diversos ligamentos e tem uma consistência que lembra a ponta do nariz. A fibrocartilagem triangular conecta o rádio e a ulna e amortece os impactos no punho. Quando o goleiro cai de “mau jeito”, ele pode lesionar essa estrutura, o que pode evoluir para dor, especialmente ao apoio com a mão espalmada e ao movimento de prono-supinação.

O quadro clínico típico da lesão da fibrocartilagem triangular é de dor à palpação da borda ulnar do punho, com piora ao desvio ulnar e dorsal.  Os casos mais graves apresentam também instabilidade da articulação rádio ulnar distal, que deve ser testada pelo movimento de cisalhamento em pronação e supinação máxima.

A fibrocartilagem não é visível na radiografia, inclusive. Aliás, ao se observar uma radiografia de punho, a estrutura está localizada em um espaço claro entre a cabeça da ulna e o osso piramidal do carpo. E, muitas vezes, o diagnóstico desta lesão só é feito através do exame de ressonância magnética. O quadro clínico associado às imagens fecha o diagnóstico.

O tratamento inicial pode ser conservador, com órtese antebraquiopalmar longa ou axilopalmar, limitando os movimentos de pronação e supinação. A terapia da mão é recomendada para o controle da dor e manutenção do trofismo muscular.

De três a seis semanas de imobilização, o atleta é reexaminado e, caso apresente amplitude de movimento completa, ausência de desconfortos e força adequada, ele é encaminhado para retomar progressivamente às atividades esportivas.

Quando não há resposta satisfatória ao tratamento conservador, a artroscopia é uma técnica muito útil. Através de uma fibra ótica, este método permite a observação direta da lesão, tornando possível o seu reparo.  Nos casos de instabilidade aguda, a reinserção da fibrocartilagem na cabeça da ulna pode ser feita com o auxílio da técnica artroscópica.

Após a cirurgia, o paciente permanece com uma proteção bloqueando os movimentos do punho, até que haja a completa cicatrização dos tecidos. Durante este período, ele já é encaminhado para o setor de terapia da mão para iniciar a reabilitação o mais rápido possível, de forma a liberar o atleta para o retorno à prática esportiva.

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