Crise na lombar sofrida pelo lateral Marcelo

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Marcelo, lateral-esquerdo da Seleção Brasileira, deixou o campo no início do jogo do Brasil contra a Sérvia, que ocorreu na última quarta-feira, dando um grande susto em milhões de torcedores. O camisa 12 apresentava claros sinais de dor aguda nas costas e logo saiu da partida com expressões preocupantes de desconforto na lombar.

Embora a dor possa ser extremamente incapacitante, a crise de dor nas costas não é grave na imensa maioria das vezes. Na verdade, estima-se que a maior parte das pessoas, cerca de 80%, terá, em algum momento de sua vida, uma crise de dor nas costas que a afastará do trabalho ou de suas atividades por pelo menos um dia. Por mais intenso que o desconforto seja, ele tem uma evolução “benigna” que passa, normalmente, no curso de até três semanas.

No entanto, em determinados casos pode haver gravidade relacionada a uma crise de dor lombar, especialmente quando há sinais associados de compressão da medula e de suas raízes, o que clinicamente se apresenta para o atleta/esportista como um predomínio de dor que se irradia para as pernas, causando formigamento, queimação ou amortecimento. Em situações extremas, o problema pode acarretar ainda perda de força, e, até mesmo, ausência do controle sobre urina e fezes.

No caso específico do jogador Marcelo, as informações disponibilizadas pela equipe médica parecem mostrar um quadro de dor sem compressões neurais. Isso significa que, provavelmente, o atleta poderá estar apto sim para retornar a campo em breve, se não houve associada à crise uma lesão muscular, como poderia acontecer na coxa do atleta, por exemplo, ou alguma lesão no disco intervertebral.

Na fase aguda de dor, o tratamento, geralmente, é realizado com medicações analgésicas e, além disso, são também utilizadas algumas técnicas manipulativas, que podem ser usadas pela equipe de fisioterapia, de forma a aliviar a crise de dor e permitir o retorno na mobilidade normal do atleta. Normalmente não é possível conseguir identificar a causa específica da origem do desconforto. Ele pode estar relacionado a um único movimento (ou uma sequência deles) com sobrecarga muscular ou de esforço,  e pode estar associado, ainda, à presença de um estresse físico e mental importante na fase de aparecimento da crise. Mesmo que a causa do problema não seja totalmente identificada, isso não interfere muito no tratamento da crise, que consiste basicamente em aliviar a dor e esperar o corpo responder ao desaparecimento do espasmo muscular.

Prevenção 

Na população em geral, segunda a literatura médica, duas ações eficazes podem diminuir a incidência de dor lombar e de crises nas costas. A atividade física regular, de três a cinco vezes por semana, e o controle do estresse e da ansiedade são medidas preventivas importantes e possuem um impacto comprovadamente positivo na diminuição de dor lombar e cervical na população.

Já em relação aos colchões, sejam eles mais firmes ou moles, são poucos os estudos que mostram correlação entre eles e a dor lombar. Aparentemente, os colchões chamados de intermediários performam melhor, causando menos dor. No entanto, o termo intermediário é um espectro muito grande de maciez e pode não ser claramente determinado.  A recomendação dos especialistas para os pacientes que os procuram com dor lombar e com preocupação em relação ao colchão em que dormem, o que é bastante frequente, é que se há um determinado padrão de maciez ao qual ele já esteja acostumado, é mais indicado que a pessoa compre algo similar, ao invés de trocar de repente por um colchão muito mais firme ou muito mais macio. O importante mesmo é o material ser de boa qualidade, seja ele de mola ou de espuma.

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