FISIO DO VITA IDENTIFICA PADRÃO NORMAL DE DESENVOLVIMENTO DA ARTICULAÇÃO DO QUADRIL EM FETOS HUMANOS

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“A partir da identificação da organização e desenvolvimento normal cartilagíneo [da articulação do quadril], outros estudos podem ser realizados, por exemplo, para auxiliar na pesquisa de materiais que substituam a cartilagem degenerada, melhorando a vida de pessoas que sofrem com problemas articulares”, diz Mariane Donato.

Entender qual é o padrão saudável de formação de uma estrutura orgânica é fundamental para aumentar a eficiência do trabalho de profissionais da saúde, o que inclui ortopedistas e fisioterapeutas. “A descoberta do padrão normal é a base para o estudo das doenças e malformações em estruturas como a cartilagem da articulação do quadril”, diz a fisioterapeuta do Instituto Vita, Mariane Donato.

“Estudei o padrão de como as células da cartilagem da cabeça do fêmur se desenvolvem no período de 16 a 31 semanas de vida intrauterina.” A cartilagem é responsável por amortecer o atrito (natural) entre o osso do quadril e o fêmur, protegendo a articulação, e costuma ser fonte de diversos distúrbios ortopédicos em adultos. Muitas vezes, contudo, essas e outras alterações podem ter início já no período de vida intrauterino.

“Estudei o padrão de como as células da cartilagem da cabeça do fêmur se desenvolvem no período de 16 a 31 semanas de vida intrauterina”, diz a fisioterapeuta do Vita, Mariane Donato. A cartilagem é responsável por amortecer o atrito (natural) entre o osso do quadril e o fêmur, protegendo a articulação, e costuma ser fonte de diversos distúrbios ortopédicos em adultos. Muitas vezes, contudo, essas e outras alterações podem ter início já no período de vida intrauterino.

Atualmente, uma das técnicas utilizadas para substituir uma cartilagem degenerada se vale de um material sintético à base de ácido hialurônico. Porém, ainda não houve êxito na capacidade de fixação a longo prazo.

“Avaliação morfofuncional e ultraestrutural do desenvolvimento da articulação do quadril em fetos humanos” foi o título da dissertação de mestrado da fisioterapeuta do Vita, defendida, com êxito, no dia 13 de setembro de 2018, na USP (Universidade de São Paulo).

CONTRIBUIÇÃO DA DESCOBERTA PARA QUEM TEM PROBLEMAS NO QUADRIL

“A partir da identificação da organização e desenvolvimento normal cartilagíneo, outros estudos podem ser realizados, por exemplo, para auxiliar na pesquisa de materiais que substituam a cartilagem degenerada, melhorando a vida de pessoas que sofrem com problemas articulares.”, diz Mariane.

Segundo ela, atualmente, uma das técnicas utilizadas para substituir uma cartilagem degenerada se vale de um material sintético à base de ácido hialurônico. “Porém, ainda não houve êxito na capacidade de fixação a longo prazo, sendo logo reabsorvido pelo organismo. Hoje em dia, não existe nenhum substituto para a cartilagem com boa fixação a longo prazo.”

“A realização desse estudo foi muito gratificante, sobretudo porque tive a honra de contar com a orientação do professor Titular de Anatomia do Instituto de Ciências Médicas III da USP, Dr. Edson Liberti, e com o inestimável suporte do Dr. Henrique Cabrita que também me auxiliou nessa dissertação.”

Mariane explica que há escassa informação na literatura sobre os aspectos morfológicos e ultraestruturais do desenvolvimento da cartilagem articular da cabeça do fêmur em fetos humanos. “Há vários estudos sobre o desenvolvimento da cartilagem em diferentes articulações, alguns associados a doenças congênitas do quadril e outros mais antigos [1954 e 1981] sobre o desenvolvimento do quadril em fetos, mas não no mesmo período que foi analisado por mim.”

Segundo Mariane, sua dissertação usou informações desses estudos, sobretudo os mais antigos, relacionados ao desenvolvimento normal da articulação do quadril, que lhe permitiram verificar parâmetros quanto à evolução ultraestrutural (das células do tecido da cartilagem) e diferenças de acordo com a evolução das faixas etárias dos fetos.

A ESSÊNCIA DO TRABALHO E OS MENTORES DESSA JORNADA DE CONHECIMENTO

“Meu trabalho não é de fisioterapia aplicada, mas, sim, de anatomia descritiva microscópica.” Isso equivale a dizer que não se propõe a encontrar a solução para os problemas na articulação do quadril, mas, sim, descrever, em nível celular, a organização e a ultraestrutura do desenvolvimento normal da cartilagem da cabeça do fêmur de um feto no período de 16 a 31 semanas de vida intrauterina.

“Há vários estudos sobre o desenvolvimento da cartilagem em diferentes articulações, alguns associados a doenças congênitas do quadril e outros mais antigos [1954 e 1981] sobre o desenvolvimento do quadril em fetos, mas não no mesmo período que foi analisado por mim.”

Nessa jornada de conhecimento, a fisioterapeuta do Vita destaca a importância dos “mentores”, que muito contribuíram para que a concluísse com êxito. “A realização desse estudo foi muito gratificante, sobretudo porque tive a honra de contar com a orientação do professor Titular de Anatomia do Instituto de Ciências Médicas III da USP, Dr. Edson Liberti, e com o inestimável suporte do Dr. Henrique Cabrita que também me auxiliou nessa dissertação.”

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