MÉDICO DO VITA CUIDA DOS ATLETAS DA SELEÇÃO PARA O MUNDIAL DE GINÁSTICA

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“A minha função foi avaliar os 12 atletas, seis da equipe feminina e seis da masculina, e auxiliar as fisioterapeutas no tratamento de lesões crônicas e em técnicas de recovery [programa de regeneração fisiológica dos ginastas] para a disputa do Mundial de Ginástica”, explica o doutor Breno Schor.

Uma das gerações mais talentosas da ginástica artística brasileira está sob os cuidados do médico do Instituto Vita, Breno Schor. O doutor do Vita e também do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é o coordenador médico da seleção e acompanhou os 12 atletas durante a semana de preparação para o Mundial de Ginástica, que começou hoje em Doha, no Qatar.

“A minha função [Schor esteve com a seleção até o último fim de semana], nesse período, foi avaliar os atletas, seis da equipe feminina e seis da masculina, e auxiliar as fisioterapeutas no tratamento de lesões crônicas e em técnicas de recovery [programa de regeneração fisiológica dos ginastas] para a disputa do Mundial de Ginástica”, explica Schor.

O médico do Vita retornou de Doha no início desta semana e o trabalho de acompanhamento, durante os dias de Mundial de Ginástica, está sendo feito por outro médico da equipe.

CUIDADO É FEITO NOS MÍNIMOS DETALHES E ROTINEIRAMENTE

“Cuidei também do processo de aclimatação dos atletas em Doha. O fuso-horário e outras questões, ligadas à viagem, exigem esse tipo de trabalho para que os atletas reúnam as melhores condições possíveis no momento da competição.”

A ginástica artística é o décimo esporte que mais trouxe medalhas olímpicas ao País, quatro ao todo: uma de ouro, duas de prata e uma de bronze. Foram três os atletas a ganhar medalhas olímpicas para o Brasil, dois deles estão em Doha: Arthur Zanetti e Arthur Nory.

A equipe de profissionais da área médica dedicada à seleção de ginástica é constituída por três médicos, quatro fisioterapeutas e dois preparadores físicos. “O cuidado com os atletas é contínuo, não se restringe a períodos preparatórios para competições. Eles passam por avaliação médica semanalmente.”

Segundo Schor, os atletas chegaram a Doha em boas condições para o mundial. “Mas a ginástica artística tem risco em todos os treinos e temos atletas competindo em cinco dos seis aparelhos. [Arthur] Nory não fará argolas, porque há outros atletas nesse aparelho, mas fará todos os demais. O mesmo acontece no feminino. Rebeca Andrade não fará solo.”

Membros da comissão técnica, da equipe médica e atletas da seleção masculina em Doha durante a preparação para o início do Mundial de Ginástica.
Membros da comissão técnica, da equipe médica e atletas da seleção masculina em Doha durante a preparação para o início do Mundial de Ginástica.

UMA GERAÇÃO DE MEDALHISTAS OLÍMPICOS

A ginástica artística é o décimo esporte que mais trouxe medalhas olímpicas ao País, quatro ao todo: uma de ouro, duas de prata e uma de bronze. Foram três os atletas a ganhar medalhas olímpicas para o Brasil, dois deles estão em Doha: Arthur Zanetti, que conquistou uma medalha de ouro nas argolas em Londres 2012 e uma de prata, também nas argolas, no Rio 2016. Nory, por sua vez, ganhou uma medalha de bronze, no solo, também nas Olimpíadas do Rio em 2016.

No primeiro dia do Mundial de Ginástica, o Brasil já mostrou sua força. Entre os homens, classificou-se para quatro finais: argolas, com Arthur Zanetti; por equipes; no salto e no individual-geral, com Caio Souza.

Em mundiais, ao longo da história, que começou em 1903, na Antuérpia (BE), o Brasil tem 12 medalhas, ocupando a 26ª posição do ranking dos países que mais medalhas conquistaram na competição, realizado uma vez por ano.

Zanetti, que tem três medalhas em Campeonatos Mundiais, uma de ouro e duas de prata, busca o bicampeonato. O atleta, inclusive, já garantiu vaga na final das argolas nesta sexta (26), classificando-se na segunda colocação. O Brasil ainda está em outras três finais. Classificou-se em sexto lugar na competição por equipes, mesma colocação alcançada por Caio Souza no salto, que ainda obteve vaga para a final no individual-geral (todos o aparelhos) ao classificar-se na nona colocação.

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